Vivemos na miséria,
De idas e vindas,
De infelizes impropérios,
Sob a cortina sigilosa do mistério.
A miséria delineada,
Negativamente advém,
Da carência de vinténs,
E faz morada na mente.
Já no espesso véu,
Onde jaz a razão,
Não tem mais o sabor do mel.
A miséria impera,
Nebulosa e desconfiada,
Apaga a razão retraída.