A solidão noturna afaga a alma,
No mar escuro de brandura,
Vejo a face do amor e da candura,
No devaneio da poesia nobre e clara.
Sonhos e emoções que revolvem,
São como sublimes sensações em fulgor,
Armas do espírito, que clama com ardor,
No universo pleno e incerto em chamas.
A busca pelo prazer pode até cegar,
É um elixir que mata ao invés de curar,
Caleja a alma juvenil a ponto de sufocar.
São assim os mistérios da vida humana,
Uma fábula rica, imprevisível e insana,
Que finda sorrateiramente na varanda.