A paisagem moral rege a vida,
São convenções mundanas,
Regras ditas por vezes insanas,
Arte de viver sempre na berlinda.
O egocentrismo é fato notório,
Somos tomados pela imortalidade,
Um sonho e ilusão sem utilidade,
Sentimento banal e adulatório.
A sensação premente de inutilidade
Paira de forma fatal e meramente sagaz,
Toma o espírito deixado atrás.
Engenhamos ocupações sem sentido,
Passatempos adequados a uma vida lilás,
Intuindo dissipar a tormenta com um cupido.