Cai a chuva no alpendre vazio,
O cheiro da terra molhada,
O guri que desce da úmida escada,
E o som melodioso do assovio.
Uma triste fábula narrativa,
No peito o sabor da saudade,
Maledicência e severa inverdade,
Povoa a mente assaz e esquiva.
Nos detalhes sutis há o apreço,
A vida pulsa na esfera viva,
No quadro natural espesso.
A arte imita e vida, no mar colorido,
Com aromas primaveris em excesso,
Que exalam do jardim lindo florido.