DANIEL MARIN
Ninguém é uma ilha cerceado em si próprio, somos fruto de uma intrincada cadeia de interações.
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Textos

O Abismo e o Eu interior

 

O fundo negro apavora a alma,

Perde-se por um momento a serena calma,

Ante o fatal mergulho,

Nas profundezas incertas,

Do poço sem fundo da negritude incógnita.

 

São paredes espessas,

Adornadas medrosamente com pedras pontiagudas,

De cheiro fétido e atmosfera lúgubre,

Onde o olhar de pânico e pele imunda,

Compõem o ambiente surreal,

Posto à vista como um quadro de arte seminal.

 

Erro fatal!

Esfera opaca que toma de assalto à mente,

Rio sem fim…

Retalhos de pensamentos e vida indecente,

Retratos que formam à existência,

São como sonhos alados,

Povoam o ideário,

São um porto isolado,

Em que abriga o eu interior,

Como um segredo lindo,

E muito bem guardado,

A espera ser tocado,

Para enfim ter o cerne revelado.

 

E o que ficam!

São passagens ricas e surreais,

Paradoxais!

Na maestria da excelência,

Fazem parte da vida.

 

Linhas coloridas riscam o céu da alma,

Planam e pululam ao léu,

Deixam a doce sensação saborosa do mel,

E quando chega-se ao fim,

Fica o desejo profundo com gosto de fel,

Que o final do abismo aportou.

Daniel Marin
Enviado por Daniel Marin em 11/01/2025
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