Cada homem é fruto do seu tempo. E portando às suas obras e realizações devem impreterivelmente ser julgadas à luz do seu tempo vivencial. Não é diferente quando se lança luz na obra de Heráclito de Éfeso, ele próprio, pensador, inovador, sagaz, “orgulhos”, racional ao extremo e enfim obscuro, já visto como tal ainda em vida. Muito provavelmente descendia dos fundadores da cidade (polis) de Éfeso, localizada na Jônia, atual costa da Turquia, entrou seguramente em contato com os múltiplos saberes advindos do Oriente e Egito por exemplo. Onde lá já na altura do século VI a.C. as civilizações se sucederam num caleidoscópio cultural e que inadvertidamente produziu muito conhecimento. E conhecimento que envolvia as matemáticas e astronomia prioritariamente. E ali, aquela encruzilhada cultural e comercial que era à Jônia, ligada a Grécia cultural e étnica até, sofreu um importante e salutar impacto. O que gestou o que denomina-se genericamente como a “primeira Escola de Pensamento” de Mileto (polis da Jônia), berço de Tales, de Anaximandro e Anaxímenes.