Quando mergulhei fundo no seu olhar,
Não sabia que seria simplesmente,
Para ficar.
Nas longas noites negras,
Um universo de solidão,
Sem início, meio ou fim,
Nem lógicas regras.
Em cada esquina da galáxia,
Notas musicais silenciosas,
De estrela em estrela,
Uma emoção próxima,
A dilacerar-me.
No brado que verte do interior,
Do fundo da alma,
A tocar os céus,
No completo esplendor.
Preencher o Universo,
Com o verbo visceral,
Numa nota amorosa,
Na qual se traduz vivamente,
Em prosa e verso.