O vinte de setembro personifica a data maioral do Gaúcho. É a pedra angular na qual se assenta o desenvolvimento de uma cultura pura e natural. O sentimento identitário do Gaúcho foi forjado em refregas e batalhas na zona fronteiriça do Brasil colônia do cone sul, e que se prolongaram no período do Império, dando seus últimos lampejos já na era Republicana no alvorecer do moderno século XX.
Celebramos no vinte de setembro a "odisseia farrapa" os feitos que ecoam pelas coxilhas, não se esvaem nas areias finitas do tempo; pelo contrário eles ainda estão vivos na nossa célere memória coletiva. E fazem parte do que entendemos como "Gaúcho" de fato, são acréscimos substanciais de uma cultura que se move e reinventa-se através dos tempos. Em cada manifestação cultural que permeia nossa rica tradição fica a marca da labuta e da superação, do passado glorioso e reflexivo, do presente que vivenciamos e o dinâmico futuro aberto que se avizinha logo ali. Somos viajantes, passageiros que munidos de uma passagem só de ida nos esquecemos da efemeridade e raridade da vida humana. O que faz que tenhamos então a vã noção de eternidade a nos aplacar de forma errônea. Os homens as mulheres, os heróis, as heroínas tombam, não são eternos, o que fica é o legado, a obra perene como um cristal translúcido.
O Rio Grande do Sul, desperta sentimentos, atiça a magia e personifica materialmente a realeza do se povo! E ao mirar as campinas na linha do horizonte somos praticamente impelidos a poetizar como um requiém fatalístico.