O processo de criptografar mensagens não é novo. É uma prática que remonta da Antiguidade e foi evidentemente refinada através dos tempos com o desenvolvimento da linguística, da lógica, da matemática e da computação.
A lembrar neste ínterim à famosa "cifra de César"!
A cifra de César consistia numa técnica simples de criptografar, na qual envolvia basicamente e necessariamente o deslocamento de cada letra de uma mensagem em certo número de posições no alfabeto, justamente para “encobrir” o teor da mensagem original e assim ter garantia de confidencialidade junto ao destinatário. Sob o ponto de vista histórico é de conhecimento que Júlio César usava essa técnica, com um deslocamento de três posições. Nas campanhas da conquista da Gália (atual França principalmente) Júlio César empregou largamente esse método de criptografia intuindo confundir os adversários e manter sigilosa toda a comunicação com o alto escalão das tropas legionárias.
Entendem-se como processo conceitual de criptografia, às etapas concernentes à proteção das informações ou mesmo dados. Para colocar em prática um sistema de criptografia é preciso utilizar modelos matemáticos para promover o embaralhamento dos dados ou informações, permitindo apenas que o emitente e o receptor tenham a chave para decifração e possam acessar o verdadeiro conteúdo da mensagem. Para isso são necessárias às chaves de acesso, a fim de criptografar e descriptografar a mensagem de forma segura e com confiabilidade.
A criptografia é uma prática obrigatória da segurança da informação e da cibernética, utilizada para proteção dos dados contra eventuais roubos ou outros tipos de interações e intromissões não desejadas. Há basicamente dois métodos tradicionais de criptografia para proteger a informação: simétrico e assimétrico. Na criptografia simétrica utilizam-se uma única chave para encriptar e desencriptar os dados, ao ponto que na assimétrica se utiliza um par de chaves uma pública e outra privada para fazer o mesmo processo.
Os dados informacionais que são produzidos às pencas na atualidade, alavancados pelo grande desenvolvimento da Tecnologia da Informação e de dispositivos computacionais que processam e armazenam gigantescas quantidades de dados em suas bases. Neste aspecto é importante e salutar destacar que a criptografia está na base de várias tecnologias e protocolos de segurança da informação. A citar os protocolos SSH e TLS, voltados à comunicação. A criptografia garante confidencialidade, integridade e autenticação dos dados que trafegam numa rede de aplicação cliente/servidor, como por exemplo, ao consultar via aplicação web o saldo na conta bancária.
Porém é imperioso colocar que a robustez da criptografia de chave pública, por exemplo, (assimétrica) tem justamente o seu trunfo de inviolabilidade e confiança assentado na complexidade computacional de certos problemas matemáticos. E um desses aspectos calcados na complexidade matemática é a chave pública baseada em fatoração de números primos. Um número primo é um número natural que é maior que 01 (um) que somente é divisível por 01 (um) e por ele mesmo. Ele tem apenas dois divisores positivos que são distintos, o 01 (um) e ele mesmo. Os números primos são à base de algoritmos de criptografia RSA (Rivest-Shamir-Adleman) famosos por sua confiabilidade e de serem aparentemente inquebráveis. Porém estima-se que em cerca de 30 (trinta) anos os computadores quânticos serão capazes de quebrar uma mensagem criptografada com RSA-2048 em um tempo de cerca de 20 (vinte e quatro) horas.