DANIEL MARIN
Ninguém é uma ilha cerceado em si próprio, somos fruto de uma intrincada cadeia de interações.
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É imperioso destacar que em relação ao conhecimento humano, há uma gama enorme de suposições e teorizações que buscam, sobretudo, explicar o seu processo na qual é adquirido. O fato é que quando o homem começa a questionar-se a si mesmo e após estende este questionamento ao grupo, sobre seu lugar no mundo e a respeito dos fenômenos naturais que vê; é aí que está à gênese do conhecimento em si. Dada com uma manifestação basilar da capacidade abstrativa do ser humano na sua origem primária. Em outras palavras o homem começa mesmo que grotescamente a filosofar!

É possível inferir com total clareza e segurança que o conhecimento tem seu início com a filosofia, em que pese ser um ato de filosofar ainda primário, infantilizado e permeado pelos misticismos. Há indubitavelmente uma séria tendência em apartar a filosofia das outras ciências, contudo elas não estão em compartimentos estanques, forma sim um todo contínuo, nunca cotejado e compartimentado. Afinal! O Cosmo é um só.

Levando em conta às características antropológicas humanas, há indubitavelmente as suas bases fundamentais assentadas justamente na aurora da Humanidade. Ao que tudo indica, o homem nasceu neste mundo quando pela primeira vez, começou a pensar e a perguntar sobre tudo o que o cerca. O homem nasce no mundo e entra em contato com o que o circunda, questiona-se, interroga o mundo na tentativa sôfrega de obter respostas. O homem age sobre o mundo que o rodeia para transformá-lo, e para isso cria a técnica; ele tenta conhecê-lo sempre mais e para isso gestou a ciência. O homem vive envolvido por problemas que corroem o seu pensamento e causam angústia. O conhecimento é um processo doloroso e gera angústia, incerteza e insegurança.

Ao observar a natureza o homem pôs-se a pensar, e na medida em que refina o seu pensamento coadunado com a observação empírica dos fenômenos naturais que o circunda, mudam também os seus pensamentos e consequementemente o seu conhecimento se expande. Então é importante destacar que o conhecimento é uma atividade intrinsecamente humana. Usamos o conhecimento acumulado para refinar a civilização e inovar, intuindo enfrentar e superar as maiores adversidades e lograr vantagens na luta pela sobrevivência ante um meio ambiente deveras hostil.

 Contudo é importante efetuar a seguinte indagação. Qual a finalidade prática do conhecimento? É inegável que o ser humano tem uma aspiração natural ao conhecimento. O polímata grego Aristóteles considerava claramente que o desejo de saber, a curiosidade espontânea fomenta o conhecimento, que é inato do homem, isto é, inerente à natureza humana. Tem-se então no polímata Aristóteles, um dos pioneiros da tentativa de explicar a origem do conhecimento humano. Uma das suas respostas foi à instrumentalização e estruturação da lógica enquanto corpo de conhecimento. A lógica como instrumental abstrativo e racionalização tanto verbal como matemática.  Contudo não se pode negar que no processo analítico de fatos lógicos, há à empregabilidade de palavras ou em colocações mais gerais a utilização de símbolos.

Ora, de fato a linguagem habitual geral humana, oferece vários inconvenientes do ponto de vista da representação argumentativa lógica. E isto quando a comparamos com linguagens “artificiais”, por assim dizer, mas que são mais estruturadas, como a matemática (números) e álgebra (simbologia variável), por exemplo, não dão espaço para interpretações errôneas. Elas seguem um regramento frio e segmentado de forma justa com um viés mais engessado e objetivo, diria prático.

Para tanto, no campo da explicação científica de fenômenos naturais é preciso fazer uso de uma linguagem lógica verbal para fins de fundamentação mais sólida. Somada a algébrico-matemática para demonstrabilidade da teoria e melhor entendimento, eliminando a barreira da linguagem do idioma. Porém é preciso sempre utilizar a linguagem verbal para trazer ao grande público a informação e a própria justificação das teorias científicas para despertar a curiosidade e instruir.

Daniel Marin
Enviado por Daniel Marin em 14/11/2025
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