DANIEL MARIN
Ninguém é uma ilha cerceado em si próprio, somos fruto de uma intrincada cadeia de interações.
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Os imãs têm a capacidade de induzir os átomos a ficarem excitados. Performando em campos magnéticos que alinham os átomos que fazem os seus spins, girando e girando num complicado e entrópico balé de lógica, difuso e calculado apenas por probabilidades. No seu âmago carrega um rico grau de incerteza atônito. E é justamente nestes spins fortuitos e entregues a uma aleatoriedade fatal que é possível processar “a informação quântica”. E, a complexa dança das partículas atômicas constitui-se e possibilita tomar forma em um programa de computador calcado na mecânica quântica, na qual tem como base o bailar das partículas entregues ao aleatório disposto em nuvens de probabilidades.

Sob este aspecto é lúcido destacar que os ímãs e os átomos que são afetados por eles formam o conjunto de um computador quântico primitivo. Como os computadores manipulam as informações, os computadores baseados na quântica manipulam assim a informação quântica, personificando uma extensão dos conceitos ideários de Claude Shannon, e leva em conta as incertezas da mecânica quântica. A informação quântica é muito mais poderosa que a clássica, os bits quânticos têm outras propriedades a mais que não tem disponibilidade nos bits clássicos calcados em 0s e 1s. Há a possibilidade de divisão do bit em vários estados possíveis e teletransportado para um local distinto, além de poder realizar operações contraditórias numa sobreposição de estados alucinante.

É importante destacar que um dos grandes fatores que pesam favoravelmente à informação quântica em detrimento da clássica, do ponto de vista da eficiência, dinamicidade e capacidade. É o aspecto que a informação quântica serve-se a vontade da natureza para processar e armazenar os dados, haja vista que se baseia em átomos e partículas elementares disponíveis no meio natural. Ao ponto que a informação clássica fica severamente restrita a 0s e 1s, num mundo totalmente artificial e binário. Levando em conta às potencialidades da informação quântica, poderíamos com um computador baseado em mecânica quântica com grande capacidade de processamento e arquitetura de hardware, quebrar todos os códigos criptográficos utilizados na segurança da informação que estão baseados em computação clássica (binária). Isto é uma proeza totalmente impossível para computadores comuns.

A informação quântica personifica-se numa chave importante para desvendar os mistérios do mundo quântico, é um acesso a um reino totalmente estranho e instigante, fantástico, fabuloso e intrigante. É algo que violenta os nossos sentidos e foge totalmente do senso comum e do observável, isto é do macrocosmo.  A informação quântica está associada de forma estreita com as leis fundamentais da física, e pode ser inclusive a chave-mestre para compreender as regras básicas e edificadoras do mundo microscópico, e indubitavelmente tem um funcionamento antagônico do macrocosmo. Haja vista que no império do microcosmo às regras físicas clássicas que tiveram suas bases primárias conceituais desenvolvidas por Isaac Newton de nada valem ali, se fazem valer sim às regras previstas pela mecânica quântica.

O fato é que a informação clássica binária que atualmente é vigente sofrerá uma grande viragem com o advento da computação quântica. A informação quântica calcada no quesito das probabilidades de uma partícula atômica constitui-se numa verdadeira revolução na forma de como enxergamos a representação da informação via computacional.

Daniel Marin
Enviado por Daniel Marin em 04/02/2026
Alterado em 04/02/2026
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