DANIEL MARIN
Ninguém é uma ilha cerceado em si próprio, somos fruto de uma intrincada cadeia de interações.
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Textos

As palavras fazem ninho na mente do poeta,

São resquícios de uma existência insuportável,

Lôbrega por definição secreta,

Fingidora e fugidia,

Assim passam as primaveras,

Os longos anos e os díspares dias,

São marcas indeléveis do impávido tempo.

 

E no aconchego das palavras existo,

Não simplesmente um existir terreno,

Corpóreo e malquisto,

É uma perenidade sutil,

Formosa e cheia de emoção,

Transcrita em linhas graciosas,

Com o rico cenário,

A promover sensações até senis,

Algo como o deslumbramento do firmamento anil,

A se abrir ante os olhos ávidos,

O arregalar-se no sonho retumbante,

Com a linha do horizonte distante,

Como guia para a vida ávida do bem querer.

 

Em linhas sôfregas tento enfim descrever,

A manifestação pura, natural e certeira do amor,

Pobre poeta que lamenta sua sina,

E nas doces vozes melódicas do ardor,

Aprisionar a inviolável significância do amor,

Num devir apaixonante,

Tomado pelo vento sul,

A trazer o revigorante frescor,

E encantar o quadro natural.

 

Pinto palavras,

Soltas aqui e ali,

Agrupadas em tolas orações,

A comporem um fraseado cabal,

Que busca definir,

No simples expressar seminal,

O sentimento.

Daniel Marin
Enviado por Daniel Marin em 28/03/2026
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