DANIEL MARIN
Ninguém é uma ilha cerceado em si próprio, somos fruto de uma intrincada cadeia de interações.
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Textos

O infinito...

N’aurora matinal,

O frescor das flores bocejando,

Pintam um quadro de fundo azul,

A preencher a paisagem leal.

 

O todo azul do céu,

É uma sinfonia feliz,

Um saboroso sabor de mel,

Puro, simples e de constância vital.

 

Dentro do contexto humano existencial,

Não há infeliz espaço para a ignorância,

A vileza de tal estado de si,

Performa como adaga dilaceradora,

E corrói o pensamento puro e genial.

 

No mar augusto da melancolia,

Todos os dias são sempre iguais,

Tolhidos pela fatal vilania.

 

Resta enfim uma pitada simples de esperança,

Fruto do ardor da existência regressa,

A buscar força no seu tenro olhar.

 

Vejo o sol numa manhã anilada,

Um gracejo de involuntária beleza,

Em meio à tonal crueza.

 

Mas...

Onde encontro segurança e complacência,

O elixir de magnífica essência,

É dentro do seu olhar...

A morada da fantasia,

Da jovialidade petrificada na magia,

O poetizar recôndito e real,

A desabrochar em cores e sinestesia.

Daniel Marin
Enviado por Daniel Marin em 03/04/2026
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