O infinito...
N’aurora matinal,
O frescor das flores bocejando,
Pintam um quadro de fundo azul,
A preencher a paisagem leal.
O todo azul do céu,
É uma sinfonia feliz,
Um saboroso sabor de mel,
Puro, simples e de constância vital.
Dentro do contexto humano existencial,
Não há infeliz espaço para a ignorância,
A vileza de tal estado de si,
Performa como adaga dilaceradora,
E corrói o pensamento puro e genial.
No mar augusto da melancolia,
Todos os dias são sempre iguais,
Tolhidos pela fatal vilania.
Resta enfim uma pitada simples de esperança,
Fruto do ardor da existência regressa,
A buscar força no seu tenro olhar.
Vejo o sol numa manhã anilada,
Um gracejo de involuntária beleza,
Em meio à tonal crueza.
Mas...
Onde encontro segurança e complacência,
O elixir de magnífica essência,
É dentro do seu olhar...
A morada da fantasia,
Da jovialidade petrificada na magia,
O poetizar recôndito e real,
A desabrochar em cores e sinestesia.