O sonho atravessa a realidade fria,
O silêncio das esporas ressoa,
Pelos cantos obscuros do galpão,
Edificação solita lá no tope da colina,
Sua arquitetura rude e vazia,
Retrata uma pintura natural,
Insigne máxima do campo continentino.
No verde do mate,
O amor da partilha brevemente anuncia,
O advir campesino,
O laborioso dia,
E o Gaúcho,
Ah o aragano Gaúcho,
Vive orelhado pela pampa,
Mateando,
Cantando,
Trabalhando,
E sonhando.