DANIEL MARIN
Ninguém é uma ilha cerceado em si próprio, somos fruto de uma intrincada cadeia de interações.
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Giuseppe Mazzini (1805 – 1872) nasceu na cidade italiana de Gênova. Ele foi um defensor ferrenho da unidade italiana, ou seja, da reunificação da península itálica. Era um idealista! Pregou sempre pela luta popular com um viés democrático e republicano, renegando a utilização da violência, priorizando sempre a juventude. As ideias de Mazzini nos convidam a refletir sobre o Mundo atual nas questões políticas e sociais que tomam conta do debate.

Na obra de Mazzini há indubitavelmente quatro pilares sedimentadores e que são à base da sociedade: Deus, Humanidade, Pátria e Família.

Falar de deveres em uma sociedade opressora, competitiva e egoísta, soa aos nossos vis ouvidos como um verdadeiro escárnio. Somos vítimas da violência, da pesada tributação, a (in)justiça, enfim uma série de mazelas nos acometem quase que diariamente. As Revoluções populares que “libertaram” a humanidade, as teorias sociais, nos falam uma uníssona e monóloga língua; “os direitos da pessoa”. As escolas de pensamento nos ensinam dogmaticamente que; “nascemos para sermos livres e felizes”; e que nossos direitos sejam assegurados a todo o custo; um mundo perfeito e utópico; como utópicas são as teorias populistas e rasas governamentais. Evidentemente que, esta luta é benquista e necessária, as conquistas democráticas e republicanas, melhoraram o bem estar social do homem, isto é fato. Mas problemas sociais de todos os lados ainda solapam a humanidade. E além do mais, teorias sociais de igualdade, colocadas em prática em governos de países colheram frutos catastróficos e reduziram o povo a uma massa vã de manobra e submissão, contribuindo para a redução e supressão de liberdades, além da marginalização social do povo.

Os homens e mulheres (nós, eu e você), somos criaturas que agimos instintivamente e de acordo com os princípios educacionais que nos foram dados. E, portanto os homens que promoveram e promovem as revoluções e teorizações que conquistaram indubitavelmente as liberdades individuais, sociais, econômicas..., fundaram todo o edifício em torno do indivíduo como ser UNO.

Mas pergunta-se, de que servem todos estes belos direitos conquistados a duras penas, numa labuta de contornos hercúleos, se não há meios de exercê-los? Todos estes direitos tornaram-se um pesado fardo, algo que é digno de fadiga, um mundo fantasioso e desprovido de sentido. De que adianta a liberdade garantida de escolha dos chefes do Executivo e membros do Legislativo em todas as esferas, se o povo não tem as condições mínimas de preparo educacional e discernimento para fazê-lo? E quando o (s) próprio (s) postulante (s) ao (s) cargo (s), não tem preparo mínimo e pior, são desprovidos de valores morais e éticos para exercê-lo? Estas questões colocadas como um quadro medonho e ilustrativo estendem-se para os demais campos da liberdade. Porém nós como seres pensantes e vendo-nos impotentes perante um status quo já estabelecido, voltamo-nos para o ego interior, e tratamos de cuidar do próprio direito, do melhoramento da própria condição, elevamos o grau de individualidade e verdadeiramente ignoramos o próximo, ele não é nosso problema, terceirizamo-lo para o monstruoso Estado “o Leviatã”.

A teoria da felicidade e do pleno encantamento, da auto-realização, torna-nos egoístas e materialistas, incapazes de promover uma transformação social profunda e benéfica. Urde, pois, educar os homens, para libertarem-se da arapuca materialista que nós mesmos nos colocamos. Evidentemente que não se pode abnegar das benesses materiais e necessárias à vida, a economia e a própria manutenção do sistema em que estamos inseridos, mas promover uma reflexão, um retorno aos preceitos de humanidade, amor e empatia por exemplo. A capacidade de nos vermos e agirmos como parte importante de um grandioso e intrincado sistema, e de que somos seres, únicos sim, mas imensamente pequeninos ante o Cosmo impávido e desafiador.

E o nosso importante e imperioso senso de dever, parte primeiramente da necessidade de fazer-nos melhores, é sim a finalidade da vida com certeza. Procurar como dever, não apenas nos satisfazermos materialmente, buscando saciar a volúpia e o poder, desta forma tornamo-nos igual par aos tiranos que apregoam a distribuição de renda, a liberdade e igualdade entre os seus súditos pobremente submissos, mas, na verdade, mergulham a pátria na ignorância educacional completa e falência econômica. Um campo fértil para a criação de zumbis intelectuais que apenas repetem uma mesma nota; são os analfabetos funcionais. Devemos procurar como fim o aprimoramento pessoal, pensar no próximo na sociedade na sua totalidade, este é um varonil dever, libertarmo-nos das ideias retrógradas e tirânicas de buscar apenas vantagens pessoais e materiais.      

Daniel Marin
Enviado por Daniel Marin em 21/05/2026
Alterado em 21/05/2026
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