Obviamente que a IA (Inteligência Artificial) é um assunto em voga na atualidade, tanto no campo empresarial como no aspecto vivencial diário das pessoas. Termos novos como IA generativa, aprendizado de máquina (machine learning), pesquisa em campo profundo (deepfield), rede neural cada vez mais tornam-se casuais no quesito dos seus respectivos empregos no linguajar empresarial e de negócios por exemplo. No entanto há um termo ainda pouco comum e que inadvertidamente faz uma relação direta com a IA e seus desdobramentos afins, na qual alude referência a respeito da localização dos modelos e dos dados das aplicações baseadas em IA. Seria o que se denomina de “a geografia da IA”.
Neste contexto é imperioso trazer para o centro dos debates a temática concernente a IA híbrida e a forma como a geografia da IA vai passar a ser um pilar de decisão estratégica para as empresas no futuro. É de se destacar que sob o ponto de vista empresarial da utilização da IA, passará por uma fase de modelos híbridos, algo assemelhado com o que ocorre na computação em nuvem, onde o processamento é feito parte em aplicações hospedadas na nuvem e localmente.
É deveras importante frisar que a computação em nuvem é muito utilizada atualmente, e igualmente em se tratando da IA é imperioso levar em conta também a localização onde os modelos e aplicações serão executados. É uma questão vital e totalmente relevante onde “rodam” às aplicações calcadas em IA, ou mesmo os modelos com que às referidas aplicações ocorrem, será de suma relevância e assumirá um grau de maior importância quando confrontada com as demais tecnologias. É deveras um cenário que ganha forma e atenção quando as empresas iniciam por integrar os seus dados mais caros (sensíveis) nos seus sistemas de IA. Assumindo então um flagrante aspecto de total atenção e ter a plena noção de que se está a trabalhar com dados críticos da empresa. Neste ponto é primaz destacar que para as empresas, a questão da privacidade é cada vez mais uma questão de arquitetura tecnológica e computacional.
Há então o fato de que às exigências pautadas pela questão da privacidade está evidentemente associada à questão econômica. Haja vista que a utilização intensiva de aplicações armazenadas na nuvem podem invariavelmente tornarem-se dispendiosos, dado dos custos concernentes ao armazenamento, transferência de dados e o consumo de “banda de internet”.
Entretanto antagonicamente ao destacado acima, é sutil destacar que a execução local não responde a todas as necessidades postas. Pois, modelos e aplicações computacionais baseadas em IA de ponta, estão na nuvem. O futuro inadvertidamente passará pela nuvem, e isso independe da natureza das aplicações sejam elas complexas ou mesmo simples.
Diante deste panorama é importante dizer que o modelo híbrido deve ser adotado como forma de transição ou mesmo solução definitiva, obviamente depende de cada realidade per se. As plataformas que tenham a potencialidade de decidir automaticamente onde cada tarefa deverá ser executada, irão ganhar maior notoriedade e adoção. Havendo então uma maior predominância de interfaces que tenham a capacidade computacional de executar um roteamento inteligente entre o modelo local e o modelo remoto. Encarnando assim o conceito de hibridismo tecnológico e computacional.
A evolução dos modelos (aplicações) de IA irá acelerar a adoção das arquiteturas computacionais e tecnológicas híbridas. Visto que a franca possibilidade de executar uma aplicação localmente e ao mesmo tempo remotamente, será uma tônica crescente. Havendo a necessidade de encontrar o fiel da balança no que tange a encontrar o equilíbrio entre o modelo local e o modelo na nuvem, a respeito das aplicações baseadas em IA.