Ciência, tecnologia e sociedade do conhecimento
É lugar comum definir nos tempos contemporâneos a nossa sociedade como “sociedade do conhecimento”, com ares nitidamente superiores, quando levamos em conta o grau de desenvolvimento que vivenciamos. É, contudo relevante mencionar que em todas às épocas às sociedades se auto-evidenciavam como o ápice do desenvolvimento da humanidade. Algo que no momento quando olhamos para trás, é possível evidenciar com certa materialidade e distanciamento histórico, o que nos permite analisar de forma mais racional, desvinculado de paixões momentâneas. Portanto, a sociedade do conhecimento, traduz-se num recurso conceitual que objetiva referir-se a comunidade que se forma tendo como base a incorporação de novas tecnologias da comunicação e da informação. É preciso ter em mente na questão dos valores morais envolvidos na sociedade em dois pontos:
I – uso dos limites que se podem em desenvolver a aplicação de novas tecnologias;
II – modo que se ensinam valores democráticos em uma era tecnológica.
É impossível tratar de conhecimento e ciência, sem mencionar o papel da escola no processo de formação do cidadão. A atenção e a sensibilidade dos valores epistêmicos são vitais e decisivas para o tipo de sociedade que se pretende construir, além da ênfase aos valores morais das pessoas. Educação voltada a valores, tanto morais como epistêmicos, implica necessariamente num processo educacional de intercâmbio com as disciplinas escolares e comunidade. Onde a sala de aula perfaz um espaço criativo e racional para atividades de cunho colaborativo, sendo um terreno fértil para cultivar valores e conceitos que permitem nos seus âmagos efetuar uma compreensão melhor do conhecimento na sua generalidade, para a partir daí descer a profundidade da especificidade. Fomentando um conhecimento que passe para uma forma de vida plural, tolerante, justa e democrática. Talvez e sob uma égide sapiencial suprema, estas sejam as finalidades últimas de todo o processo de saber, já que o conceito de progresso no ramo da ciência é altamente questionável.
O termo sociedade do conhecimento e da informação foi cunhado pelo americano Peter Ducker (escritor, professor e consultor administrativo de origem austríaca, considerado pai da administração ou gestão moderna), e objetiva abarcar em um arcabouço intelectual às tecnologias e os seus impactos na comunidade global. Neste ponto é perfeitamente entendível a parte que trata da tecnologia e suas relações e configurações do presente, da realidade posta, do passado, das opiniões leigas, da aprendizagem e da própria percepção do espaço-tempo.
Segundo Peter Ducker os pilares de forma a sociedade do conhecimento são o acesso a informação para todos, a liberdade de expressão e a diversidade linguística. Ora, é bem possível denotar que a sociedade do conhecimento, assenta-se claramente em preceitos de liberalismo e democracia.
Trazendo o termo e o íntimo conceito de sociedade do conhecimento para o campo da educação, há indubitavelmente uma referência aos seguintes pontos:
• uso de dispositivos digitais para facilitar o processo de aprendizagem;
• desenvolver e consolidar um modelo de educação que cumpra com o ensejo tecno-pedagógico da atualidade.
A ciência quer queira ou não é um empreendimento humano que deve servir à comunidade pari passu que os desdobramentos o saber científico, no caso aqui a sua aplicação na qual é a tecnologia, incide diretamente na nossa vida diária. E o processo educacional é vital para desenvolver um pensamento científico saudável e virtuoso nas pessoas.